E pra completar...

Vídeo que aborda esse tema que é tão presente na nossa vidinha contempotânea.
Era o que faltava para esse blog ter um efeito de "blog". Entendeu? Se não, você está excluído.

Falando sobre inclusão

Inclusão Digital é a democratização do acesso às Tecnologias da informação de forma a permitir a inserção na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital. Mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida.

Mas pensando melhor, ninguém está totalmente incluído. Poucos são os que detêm o conhecimento proporcionado pelas novas tecnologias. Todos o dias nascem novos conhecimentos, novas informações e, por consequência, novos desafios na nossa vida social.

Como estamos excluídos... #prontofalei


Para acabar com a exclusão digital

Pesquisador aponta desafios para consolidação da sociedade da informação no Brasil

Ampliar o acesso às novas tecnologias de informação é um ponto estratégico no rompimento das desigualdades econômicas e sociais existentes no Brasil, segundo concluiu uma pesquisa de mestrado realizada na Universidade Federal do Pará. "A democratização da informática precisa transpor os muros das escolas e universidades e atingir o maior número possível de cidadãos", diz o autor, Rubens da Silva Ferreira, em artigo publicado na revista Ciência da Informação.

Ao refletir sobre os desafios do Estado para promover uma sociedade da informação no Brasil, Ferreira aponta o analfabetismo como principal barreira a ser superada: 20 milhões de brasileiros estariam sumariamente excluídos desse processo por não saberem ler e escrever. O alto custo dos equipamentos para a realidade brasileira também é um obstáculo: para os trabalhadores assalariados, o computador e a internet ainda são bens de luxo. O preço médio de um PC corresponde a um terço da renda anual média per capita do país, calculada em R$ 7.470,86 no ano de 2002, pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

O Mapa da exclusão digital, pesquisa elaborada pela Fundação Getúlio Vargas com base em recenseamentos de 2000 e 2001, ajuda a compreender o que Ferreira entende por ’analfabetismo digital’. Divulgado em abril, o estudo mostra que, há dois anos, apenas 12,5% dos brasileiros tinham computador em casa, e 8,3% da população acessava a internet.

De acordo com o mapa, certos fatores estariam diretamente associados ao fato de um indivíduo ter ou não computador. Entre eles estão a raça, os anos de estudo, a renda e a cidade em que mora. Com base nos dados, foi traçado um perfil para o brasileiro informatizado: branco, com mais de 12 anos de estudo, com renda superior à média da população, morador de grandes cidades do Sudeste, e de idade entre 40 e 50 anos.

Para Rubens Ferreira, o acesso à informação tem como propósito desenvolver o potencial criativo e intelectual dos indivíduos, entreter, tornar públicas as proposições políticas e decisões tomadas na esfera do Estado, que têm reflexos diretos sobre a qualidade de vida da população. Mas ele afirma que é um erro pensar que a democratização da informática leva à completa democratização da informação: "a segunda constitui um processo mais amplo que envolve não apenas os conteúdos informacionais disponíveis na internet, mas toda a informação produzida na sociedade".

Segundo Ferreira, a ampliação do acesso aos meios de informação modernos depende de uma ação conjunta entre Estado e sociedade civil (por meio de organizações não governamentais). Contudo, esse processo deve ser parte de um projeto maior que visa a concretização de uma sociedade da informação, de prioridade do Estado. "Assim como se concebem políticas direcionadas para os setores de habitação, saúde, educação, segurança pública e geração de emprego e renda, cabe aos governos federal, estadual e municipal desenvolver políticas de informação", conclui.


FONTES: Ciência Hoje & FGV

Lição contra o preconceito


Uma turma de alunos do Colégio Estadual Miguel Lampert, de Porto Alegre-RS, escreveu um texto sobre o preconceito com ajuda de sua professora Sheila Siqueira. As crianças, com idades entre oito e nove anos, dão uma verdadeira lição:

Por que é bom viver com o diferente?

“O preconceito é algo muito triste e acontece muito no mundo inteiro. Existem vários tipos de preconceito: de cor, de aparência, de religião, de linguagem etc. O preconceituoso sempre acha que é melhor do que os outros, mas isso é uma maneira errada de pensar.

Conviver com pessoas diferentes é muito bom e divertido. Aprendemos coisas novas, como danças, comidas, línguas e culturas. Mas, principalmente, aprendemos a respeitar todas as diferenças.

Se todos fossem iguais, o mundo não teria graça, seria chato. E, por isso, graças à diversidade, nós somos diferentes e aprendemos várias coisas com as nossas diferenças.”

Este é um tipo de lição que temos que tomar para nossas vidas.

FONTE: Jornal ZERO HORA

"O" artigo

O social e o digital

O Brasil é um país marcado pela exclusão social que priva a população de participar do processo de integração quando a população deve possuir pelo menos elementos básicos para a vida tais como saúde, educação, moradia e lazer. É, portanto, clara a polarização que ocorre em nossa sociedade.

A exclusão digital é um dos muitos aspectos relacionados ao preconceito gerado por um analfabetismo tecnológico. Cresce o desafio de diminuir as diferenças existentes entre a pequena fatia da sociedade que possui e a que não possui o acesso à tecnologia. A evolução dos meios tecnológicos que hoje se encontram à nossa disposição está longe de poder ser partilhada a todos, de forma que o analfabetismo digital constitui, na Sociedade da Informação, um exemplo de preconceito social a que temos que dedicar a nossa atenção. As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) têm um enorme potencial para promover a inclusão digital quando utilizadas na resolução dos problemas que a sociedade atualmente possui nos diversos setores de atividade e principalmente se forem efetivamente colocadas ao dispor de cada cidadão.

O combate à info-exclusão vem favorecendo a acessibilidade. As TIC’s têm o potencial de facilitar o alcance ao vasto volume de informação nos mais variados níveis de conhecimento através das redes. Além disso, cumprem também um papel social que promove informações àqueles que tiveram esse direito negado ou negligenciado, e com isso, permite em maior grau a mobilidade social e econômica.

Um dos principais problemas na exclusão digital está nas distantes localidades dos centros de maior desenvolvimento, com a quase inexistência de provedores locais que forçam boa parte da população a arcar com os altos custos de usabilidade quando, associado à falta de infra-estrutura que deve dispor de tempo e dinheiro, a ausência de capacitação idiomática – já que a informática tem suas bases na língua inglesa – para uma melhor compreensão da informação e de uma política definida que se preocupe com a inclusão digital, gera um total desinteresse da massa para a aprendizagem de muitos sistemas comunicacionais. Como conseqüência, temos o despreparo de indivíduos para o mercado de trabalho, a dificuldade de adaptação para o futuro e a falta de oportunidades para as pessoas que se sentem prejudicadas na participação da sua vida social.

A exclusão digital não se resume apenas à falta de computadores e de outros utensílios digitais na sociedade, mas na capacitação de pessoas para o uso efetivo dos recursos tecnológicos. Para ser incluído digitalmente, não basta apenas ter acesso a micros conectados à internet, também é preciso estar preparado para usar as máquinas, não somente com preparação para informática, mas com uma preparação educacional que permita usufruir de seus recursos de maneira plena pelo conteúdo. Práticas significativas devem forçar o engajamento de uma série de recursos todos desenvolvidos com vista à melhoria social, econômica visando assim minimizar o apartheid digital.



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